Estava lendo o último artigo do site joelonsoftware.
Ele fala sobre 7 (na verdade 8) dicas de como deixar seus consumidores embasbacados (a grosso modo). O que me chamou atenção foi algo que já estava para escrever a algum tempo. Desde que me mudei para outro país, passei a observar a postura das pessoas locais e tentar entender o que as torna 'antipáticas' sob o olhar de meus compatriotas.
Normalmente o ser humano julga as situações que vivencia baseado nas suas experiências pregressas. O que o pessoal de PNL define como imposição de mapa. Portanto, para essa análise, tomei o cuidado de observar as situações 'de fora', não me envolvendo diretamente nelas.
Uma característica que observei no povo daqui é o pragmatismo. As coisas ou são ou não são. Preto no branco. Você pode se ofender com o que te disserem, mas este é um problema seu. Se ofendeu porque quis.
No artigo há uma passagem que diz: "There is only one way to survive angry customers emotionally: you have to realize that they’re not angry at you; they’re angry at your business, and you just happen to be a convenient representative of that business." (Só há uma maneira de sobreviver emocionalmente a clientes raivosos: você precisa entender que eles não estão raivosos com você; eles estão raivosos com seu negócio e você é uma representação conveniente do seu negócio naquele momento)
Continuando: "Pretend you’re a puppeteer. The customer is yelling at the puppet. They’re not yelling at you. They’re angry with the puppet. Figure out what to make the puppet do that will make them happy and stop taking it so dang personally." (Finja que você é um manipulador de fantoches. O consumidor está gritando com o fantoche. Ele não está gritando com você. Ele está raivoso com o fantoche. Pense numa maneira de fazer o fantoche deixá-lo feliz e pare de levar para o lado pessoal).
Pois bem, é essa a mentalidade predominante que tenho observado por aqui. Não parei para pensar nas razões de sermos como somos (apesar de ter algumas idéias). O que observei claramente foi essa diferença de posturas. Tenho me policiado e reparo que tem feito diferança. Me decepciono bem menos. Simplesmente aplicando uma das (várias) lições que aprendi ano passado: respeite o mapa alheio.